quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Funchal: Guardas-nocturnos na rua a partir de 1 de Fevereiro de 2011

«Depois de a Câmara Municipal do Funchal (CMF) ter lançado um concurso público para licenciar a actividade de quatro guardas-nocturnos, o período de formação começa hoje e, segundo a vereadora da autarquia, Rubina Leal, os candidatos deverão entrar em serviço logo no início do próximo mês de Fevereiro.


- Em breve, quatro guardas-nocturnos estarão habilitados para patrulhar as ruas de quatro áreas do Funchal -

De acordo com a responsável, a formação, de mais de 35 horas, incidirá sobre a função que vão desempenhar e como funciona a própria PSP, uma vez que terão uma "relação directa". Antes de cada turno, os guardas terão de apresentar-se na PSP. Porém, Rubina Leal fez questão de ressalvar que "os guardas-nocturnos não são polícias". "Os guardas que irão para o terreno em quatro zonas do Funchal têm como objectivo proceder ao patrulhamento e vigilância das áreas, para protecção de pessoas e bens", esclareceu.

Após a formação, a CMF vai realizar reuniões com a ACIF e com os presidentes de junta das áreas abrangidas, que têm em conta os núcleos populacionais, turísticos e comerciais de seis freguesias (Sé, São Pedro, Santa Maria Maior, Santo António, São Martinho e São Roque).

Rubina Leal disse ainda que, neste momento, vão avançar para quatro áreas geográficas, mas que, no futuro, poderão se expandir. Porém, frisou que esta é uma actividade que depende das pessoas, já que os guardas serão remunerados pelos moradores das zonas patrulhadas, bem como comerciantes e empresários dos vários ramos.

Os guardas estiveram para sair para o terreno em Outubro de 2010, mas houve um "compasso de tempo" para dar cumprimento formal a várias situações. Entretanto, também se registaram desistências, daí que a autarquia tenha desencadeado novo processo de recrutamento e selecção para preencher as vagas.

Outros dados

• Esta realidade começou a ser delineada pela Câmara Municipal do Funchal no ano passado. Quando a autarquia lançou o concurso público para licenciar a actividade de quatro guardas-nocturnos, a adesão foi forte e concorreram 14 pessoas.
• Na altura, os 14 candidatos foram sujeitos a entrevistas, onde indicaram a área onde pretendiam prestar o serviço e as respectivas motivações. Uma comissão de avaliação da Câmara Municipal do Funchal analisou o perfil dos mesmos e seleccionou-os para as zonas abrangidas pelo projecto.
• A formação arranca hoje de manhã e será dada pela PSP e por uma comissão de avaliação da autarquia funchalense.
• O patrulhamento decorrerá entre as 22 horas e as 7 horas da manhã, período no qual o guarda-nocturno deverá estar disponível para qualquer contacto telefónico ou outra eventualidade.
• O sucesso desta actividade dependerá da adesão dos clientes, ou seja, dos contributos, uma vez que serão remunerados por via de contribuições voluntárias dos beneficiários directos.
• Este projecto é inovador no Funchal, abrange quatro áreas geográficas e teve em conta núcleos populacionais, turísticos e comerciais de seis freguesias do concelho (Sé, São Pedro, Santa Maria Maior, Santo António, São Martinho e São Roque).»


in http://www.dnoticias.pt/ , 05-01-2011


Quarteira, Algarve: Guardas-nocturnos recuperam carros furtados

«Sem baixar os braços depois de ter ficado sem oito automóveis numa noite, num prejuízo avaliado em quase 120 mil euros, o proprietário de um stand percorreu vários locais do Algarve e Sul de Espanha para conseguir localizar os carros furtados. E conseguiu.

- Os oito automóveis foram levados, na mesma noite, do stand localizado em Olhão, junto à EN125 -


O último, um Audi A3, foi recuperado por uma equipa de guardas-nocturnos, na noite da passagem de ano, na Quinta do Romão, em Quarteira. A mesma equipa, que faz diariamente patrulha em Quarteira, Vilamoura e Loulé, já tinha recuperado, no mesmo bairro, há poucas semanas, uma Nissan Navara, também furtada do stand localizado na saída de Olhão, junto à EN125.

O assalto aconteceu na noite de 3 de Dezembro. "Desde essa altura, com a ajuda de várias pessoas, fiz de tudo para localizar os carros. Até fui a Algeciras, por pensar que pudessem ser transportados para outro país", recordou ao CM o proprietário, Carlos Pereira.

Logo nos dias seguintes ao assalto, Carlos Pereira espalhou uma lista dos automóveis por vários locais. Após vários esforços, conseguiu localizar dois carros em São Brás de Alportel, um em Almancil, dois em Quelfes e um em Salir. O último foi na noite da passagem de ano.

O Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé acredita que os carros foram usados em actos criminosos e está a investigar.»


in CM online, 05-01-2011


sábado, 1 de janeiro de 2011

Guardas-nocturnos. Uma profissão roubada à Cidade Invicta

«Os oito últimos da sua profissão na Invicta são uma sombra do que já foram. Homens de idade avançada que respondem perante a PSP e a câmara, mas vivem das esmolas dos comerciantes.




Meia-noite, Praça da Batalha, no Porto. João Travassos, de 72 anos, cumpre religiosamente a rotina de há 30 anos. O marceneiro reformado, natural de Arganil, Coimbra, começa mais um turno que se estende até às 5h00. Até lá vai passar por mais de uma dezena de ruas e outros tantos quilómetros entre a Batalha e o Jardim de São Lázaro e verificar que não há sinais de assaltos a lojas. Encontramos Travassos na esquadra da PSP, no Infante, voltado para a vitrina, a mirar a estátua do histórico navegador que fita a Ribeira do Porto. Travassos surge no posto de polícia trinta minutos antes da hora de tabela, mas não é polícia. Fala vezes sem conta da Câmara do Porto para a criticar, mas não é funcionário municipal. João Travassos, ou o "49" - como os colegas o conhecem - é o mais antigo dos guardas--nocturnos que subsistem na Invicta, onde ainda trabalham oito.

Travassos é, como anunciado, o número 49, algarismos que indiciam os bons tempos passados. "Há 30 anos saíamos 13 à noite só da esquadra onde agora é o Comando da PSP do Porto", diz, murmurando um lamento de ancião numa cidade velha e escura que parece não ter perdoado o fim dos colegas. "Vou então fazer como se não estivessem aqui", desafia.

O i acedeu com a curiosidade de uma criança que lê um conto de Dickens. Travassos, vestido de azul-escuro - cor de polícia - e com uma barrete enfiado na cabeça, sobe a calçada a caminho da Batalha como uma figura de ficção. O seu semblante parece saído do imaginário do museu de Madame Tussauds, mas Travassos é de carne e osso. Dá vida a uma profissão que recua a 1860, de acordo com registos históricos avançados por fontes policiais ao i.

Em 1755 chamavam-se "vigias nocturnos", nome alterado para "guarda-nocturno" em 1860. É a única profissão respeitante à segurança pública que mantém o nome ainda hoje. No Porto, ao contrário de todas as outras cidades do país, a magia do tempo faz com que a profissão se mantenha completamente inalterada e em vias de extinção.

23h00, começa o giro A noite de nevoeiro grave e frio, que inflige danos nas vértebras, acompanha Travassos, antigo marceneiro reformado. Está na altura de se apresentar na esquadra do Infante. "Meu comissário, dá licença?", interpela num ritmo onde só falta a continência. O aprumo está garantido. O ritual espoleta uma viagem a um tempo esquecido e as ruas transformam-se num museu em que Travassos é o guia. Na cabeça leva o velho barrete onde pontificam as insígnias de guarda-nocturno.

Os polícias têm-lhe carinho e o 49 segue para o turno da noite. Desde a escalada até à Batalha, onde se ergue o Teatro Nacional de São João, Travassos irrompe pelo Largo de São Domingos, passa pela Rua das Flores, pela Rua do Loureiro, pela Rua Alexandre Herculano, pela Rua Duque de Loulé, pela Praça das Flores, pela Rua Joaquim António Aguiar, pela Rua do Campinho e pela Rua Entre Paredes. O cuidado ancião, com perfil de soldadinho de chumbo, sobressai como uma marca de água a ladear os velhos lampiões do Porto, a disputar idade num quase velho postal turístico.

O 49 calca as ruas do Infante até à Batalha e lá bate o quarteirão vezes sem conta até à aurora. "O turno acaba às 5h00", explica. Travassos exerce uma profissão de ninguém no Porto. "Somos regulamentados pela PSP e pela câmara, mas não temos ordenado. Pedimos contribuições, que são mais esmolas", refere. O vigilante tem razão. A maioria dos comerciantes paga entre 2,50 e quatro euros por mês. "E temos de os ir cobrar", alerta o homem, que agora já só tem 40 clientes a pagar. Quando começou eram mais de cem. Em média ganha 200 euros para juntar à parca reforma. "Dá para os medicamentos", diz. Para cobrar, passa um recibo que de nada vale. E assim o ofício vai se mantendo. "Ninguém quer vir para aqui. Se existisse um salário fixo, talvez fosse diferente."

Uma missão Nos passos de Travassos percebe-se o carinho com que trata as ruas. "Conheço isto como a palma das minhas mãos. Era capaz de fazer isto de olhos fechados", diz o homem, que, de uma enfiada, poderia enumerar todos os estabelecimentos e proprietários que se perfilam entre a Batalha e São Lázaro. "Conheço tudo e todos", garante. O guarda-nocturno é impelido, ao segundo, a verificar se todas as portas e janelas das lojas estão bem fechadas. O mais importante é verificar que nada de suspeito ocorre dentro de portas.

"Há uns valentes anos encontrei dois ladrões quando roubavam uma loja." Fala de dois assaltantes em duas situações distintas; conseguiu detê-los. "Entrei, segurei-os e chamei o carro-patrulha. Nessa altura, há dez anos, quase, levei um louvor do comandante da PSP do Porto", clama com orgulho. "Agora não me dão nada, já quase que nem pagam para isto", fala, viciado nos seus próprios passos de décadas. "Adoro o ar livre. É bom para pôr as ideias em dia."

Travassos é um verdadeiro noctívago, um amante da noite com 72 anos que soma histórias a cada esquina. É um delicioso contador de verdades, sempre pontuadas por um sorriso.»


in jornal "i" online, 01-01-2011

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Santarém: Guarda-nocturno surpreende ladrões

«Na cidade de Santarém, foram identificados dois indivíduos do sexo masculino, de 39 e 31 anos de idade, respectivamente, de nacionalidade Portuguesa, por terem sido surpreendidos pelo Guarda-nocturno da zona, a tentarem arrombar uma porta de entrada de uma instituição.

Ao sentirem a presença do referido Guarda-nocturno, puseram-se em fuga, contudo sempre seguidos pelo elemento já mencionado, que informou a situação e de imediato foi em seu auxilio uma viatura policial que os interceptou junto do Mercado Municipal, com o auxílio do referido elemento. Por não possuírem qualquer documento de identificação foram conduzidos a Esquadra desta polícia, tendo seguido os seus destinos. De salientar que um dos identificados se encontra a efectuar apresentações semanais nesta Esquadra.»




quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Comunicado da Associação Sócio-Profissional dos Guardas-Nocturnos



Comunicado para a Comunicação Social


«Face à crescente criminalidade cada vez mais violenta e organizada, tendo a Associação Sócio-Profissional (ASPGN) por mote a dignificação e dinamização da já secular actividade de Guarda Nocturno, informamos que no dia de hoje foi por nós pedido a abertura de concurso para a admissão de Guardas-Nocturnos na cidade do Porto, que somente tem 12 Guardas-Nocturnos em exercício naquela cidade.

Efectivamente constatámos que è no Norte do País que existem menos Guardas-Nocturnos, mas que também é onde existe um alto numero de desempregados, ao que se as Câmaras Municipais providenciassem a abertura de concursos para admissão de Guardas-Nocturnos, permitiam uma redução das taxas de desemprego e o reforço da segurança pública.

Com muita frequência se tem visto as Autarquias e a população a solicitar vídeo vigilância para as cidades, sendo este um assunto sensível e um processo moroso com custos elevados, e pouco se tem visto no que concerne à criação do serviços de Guarda-Nocturno nessas regiões, que só depende das autarquias e sem qualquer tipo de custo para as mesmas, sendo inclusive uma fonte de receitas, pois o licenciamento para a actividade tem custos que são estipulados pelas próprias autarquias, e que por norma a admissão de um Guarda-Nocturno demora três meses.

Sendo que um Guarda-Nocturno é um agente encarregue de um Serviço Público, no exercício da actividade subsidiaria e complementar da actividade das forças e serviços de segurança do Estado, sendo revestido de poder de autoridade inerente ao serviço público que desempenha, seria de todo uma mais valia a admissão de novos Guardas-Nocturnos em prol da segurança comunitária.»


Imagem e texto
(14-12-2010)

domingo, 28 de novembro de 2010

Guardas noturnos vão ter rádios ligados às redes de emergência e segurança, diz Carlos Tendeiro, presidente da Associação Sócio-Profissional dos Guardas Noturnos






«Lisboa, 27 nov (Lusa) - O presidente da Associação Sócio-Profissional dos Guardas Noturnos anunciou hoje que estes profissionais vão ser integrados no Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), uma reivindicação antiga da associação.

De acordo com Carlos Tendeiro, a "garantia" foi dada pela secretária de Estado da Administração Interna, Dalila Araújo, no decorrer de uma reunião com a ASPGN na quinta feira. "A reunião deveu-se ao facto de o MAI estar a preparar o novo regime jurídico da actividade de Guarda-Nocturno", indicou Carlos Tendeiro.

"Na reunião foi-nos dada a garantia da integração dos guardas noturnos no Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), que se traduz numa clara melhoria da protecção e prestação do serviço para os guardas noturnos", considerou o mesmo responsável associativo.»


Agência Lusa e Visão online, 27-11-2010


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Câmara Municipal de Vila Real interessa-se pelos Guardas-Nocturnos

«Em plena situação de crise financeira, a cidade de Vila Real parece não a viver de perto.


- Vila Real aposta em projectos de desenvolvimento local, na população sénior e na segurança pública -


A MERVAL, criada em 2006, é uma empresa do Município de Vila Real, que tem vindo a apostar na promoção de projectos que permitam um desenvolvimento local e empreendedorismo, nomeadamente na criação de empresas na Zona Industrial de Constantim. Esta já acolheu cerca de 20 empresas das áreas mais diversas, tais como Higiene e Segurança Alimentar, Equipamentos de Climatização de Energias Renováveis, Reciclagem de Consumíveis Informáticos, Informação, Comunicação e Marketing, Decoração Profissional, Actividades e Apoio Técnico na área da Micologia.

A Câmara Municipal tem feito também algumas apostas. Uma delas recai no programa de actividade física sénior que tem como slogan “Não queremos dar anos à vida, mas vida aos anos”. Este projecto surge como resposta à preocupação do município em proporcionar, à população sénior do concelho, todas as pessoas com mais de 55 anos de idade, um programa de actividades lúdico – desportivas.Estas actividades são devidamente programadas e orientadas e encontram-se divididas em três áreas de intervenção: a actividade física nos Lares, que teve início em 2003 e conta com um técnico da área do desporto que se desloca as lares aderentes (Vila Nova, Centro Comunitário de S. Tomé do Castelo e Centro Paroquial de Mateus); a actividade física nas freguesias, iniciada em 2009 e onde um técnico disponibilizado pela Câmara Municipal se desloca duas vezes por semana às freguesias aderentes (Andães, Borbela, Folhadela, guiães, Mondrões, Mouçós, Quintã e Vila Marim); e a Hidroginástica Sénior, que arrancou em 2003, acontece aos sábados na Piscina Municipal e pretende desenvolver a capacidade de resistência, melhorara o sistema cardiovascular, promover o relaxamento e diminuir a ansiedade, entre outros.

Os Guardas-Nocturnos são também alvo de interesse por parte da Câmara Municipal. No passado dia 19 decorreu, nos Paços do Concelho, uma reunião entre a Câmara Municipal, o Comando Distrital da PSP de Vila Real, a Associação Comercial e Industrial de Vila Real os Guardas-Nocturnos que ainda se encontram no activo, na qual se procedeu ao balanço da actividade desenvolvida por estes ‘senhores da noite’.

Em 2001, foi criado o serviço complementar de segurança da cidade que se tem vindo a afirmar como uma mais-valia e contribuindo para uma maior tranquilidade entre os comerciantes e também entre os moradores. Desta reunião, resultou ainda a importância do reforço da campanha de informação e sensibilização da comunidade.

Estas medidas levadas a cabo na cidade de Vila Real contribuem para um maior desenvolvimento da cidade e da comunidade e proporcionam um clima de bem-estar e satisfação neste momento de crise que o país atravessa.»


por Elsa Nibra, terça-feira, 23 novembro 2010