segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Associação Vigilantes de Portugal quer que lei os deixe usar armas


«A Associação Vigilantes de Portugal defendeu hoje uma alteração à legislação para permitir o uso de armas pela segurança privada, considerando que a insegurança junto a estabelecimentos comerciais poderia ser atenuada pela presença de seguranças armados.

Segundo disse à Lusa o presidente da associação, Pedro Nascimento, "é importante que se refaça a lei da Segurança Privada de maneira a que as pessoas se possam precaver" contra a violência. "Se o vigilante não tiver nada com que se proteger também não pode proteger as pessoas. É preciso que o Ministério da Administração Interna (MAI) tenha coragem de alterar as coisas para melhor", afirmou o responsável à agência Lusa. Pedro Nascimento adiantou que a Lei de Segurança Privada permite que os seguranças possam utilizar armas não letais, mas essa possibilidade acaba por não se concretizar porque as empresas privadas não se responsabilizam ao ponto de colocar uma arma nas mãos dos vigilantes.

"O que falha neste momento é as empresas que não dão armas a ninguém porque isso acarreta uma grande responsabilidade. Se formos a Espanha, em certos centros comerciais há sempre dois ou três elementos que estão armados. Cá, não estamos armados nem com gás pimenta ou cassetete", considerou. O presidente da Associação Vigilantes de Portugal defendeu que a presença de vigilantes armados carece de mais formação e seria um importante fator dissuasor da criminalidade.

No domingo uma pessoa foi esfaqueada junto ao Centro Comercial Colombo, em Lisboa, naquele que foi mais um caso de violência junto àquele local. Em nota enviada à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais, Sampaio de Mattos, considerou que este foi um caso pontual, adiantando que as grandes superfícies comerciais "são locais de segurança elevada". A agência Lusa contactou a direcção nacional da PSP mas ainda não obteve uma resposta.

Em maio, duas jovens agrediram uma menor de 13 anos nas imediações do mesmo estabelecimento comercial, num ato que foi filmado e colocado no facebook, e do qual resultou a prisão preventiva de três jovens. Em Junho, um tiroteio no Centro Comercial Colombo, no espaço Funcenter, provocou quatro feridos graves, depois de um grupo se ter envolvido em confrontos. Um homem foi detido em maio, junto ao Centro Comercial Colombo, depois de ter agredido a murro um agente da PSP. Em 2008, um segurança de 35 anos foi encontrado morto num corredor de serviço do segundo piso do Colombo, com três golpes de faca no tronco, estando a alegada arma do crime caída ao seu lado. O resultado da autópsia confirmou que se tratou de suicídio.»


in DN online, 05-9-2011

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